Ausência

 


      



Enquanto tua Ausência diz Presente, so me resta beijar o teu retrato. Beijos de espera, treinando para quando o papel vire pele e a solidão morra asfixiada na comissura dos teus lábios.
Enquanto teu retrato é a tua única Presença, so me resta afagar tua lembrança. Afagos de espera, imaginados para quando a vigília produza resultados e a Esperança seja feita Realidade, transformando em corpo a epiderme dos meus versos, e em alma o solfejo dissonate dos teus beijos.
Enquanto tua Presença é apenas Ausência, só me resta acariciar o teu retrato. Carícias de espera, amestrando os gestos para que saibam encontrar o caminho quando a lembrança seja uma missa de corpo presente, e cada afago uma oração de boas vindas.


 


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                                            © Bruno Kampel, Suécia  

                     

 




 

 

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