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Enquanto
tua Ausência diz Presente, so me resta beijar
o teu retrato. Beijos de espera, treinando
para quando o papel vire pele e a solidão
morra asfixiada na comissura dos teus lábios. Enquanto
teu retrato é a tua única Presença, so me
resta afagar tua lembrança. Afagos de espera,
imaginados para quando a vigília produza
resultados e a Esperança seja feita Realidade,
transformando em corpo a epiderme dos meus
versos, e em alma o solfejo dissonate dos
teus beijos. Enquanto tua Presença
é apenas Ausência, só me resta acariciar
o teu retrato. Carícias de espera, amestrando
os gestos para que saibam encontrar o caminho
quando a lembrança seja uma missa de corpo
presente, e cada afago uma oração de boas
vindas.
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