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Primeiro caminharei o teu calvário e só depois derramarei no papel minha carícia, pois não desejo que pareça esmola mas que seja afago.
Depois de percorrer tua via-crúcis voltarei trazendo o mel que tudo cura, o qual solene verterei no altar das tuas dores adoçando-te o ardor, amainando a fúria dessa angústia soberana que hoje impune tudo pode.
Uma vez teu equilíbrio restaurado e a paz interior instaurada por decreto inaugurarei pomposamente o verso amigo, a carícia companheira, o afago morno, o olhar brando, a ternura sem limite.
Só então, missão cumprida, partirei montando minha cruz que tanto pesa e continuarei a galopar o meu deserto Enquanto inundo de esperanças teu deserto.
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Bruno Kampel. Suécia
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